quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Manifesto contra os senhores do mundo – O caminho dos Visionários.


Atenção:

A todos os infratores de regras inadaptados e desordeiros, a todos os espíritos livres e pioneiros, a todos os visionários e inconformados.

Tudo o que o sistema te disse que está de errado contigo.
- É na verdade o que está certo contigo !!!!

Vês coisas que os outros não vêem.
Está equipado para mudar o mundo.
Ao contrário de 9 em casa 10 pessoas a tua mente não é reprimível, e isto ameaça a autoridade.
Nasceste para ser um revolucionário.
Não suportas as regras porque no teu coração sabes que existe um caminho melhor.
Possuis forças perigosas para o sistema e ele quer eliminá-los, portanto foi-te dito durante toda a sua vida que as tuas forças são fraquezas.
Agora digo-te o contrário!!!
A tua impulsividade é um dom.
Os impulsos são a tua chave para o miraculoso.
A tua distração é um artefato da tua inspirada criatividade. Tuas alterações de humor refletem o impulso natural da vida, te dão energia quando estás bem e profunda introspecção da alma quando está pra baixo.

Foste diagnosticado com um distúrbio ??

Essa é a ultima forma da sociedade negar a sua própria doença, apontando o dedo para ti.
A tua personalidade de dependência é apenas um sistema de subaproveitamento das tuas vastas capacidades heróicas de expressão criativa e de ligação espiritual, a tua ausência absoluta de repressão, o teu idealismo visionário, a tua mente aberta sem atenuação.

NUNCA NINGUEM TE DISSE ?

Essas são as características partilhadas pelos maiores pioneiros, visionários, inovadores, revolucionários, procrastinadores e rainhas do drama, ativistas do cenário social, cadetes especiais, rebeldes, filósofos e desamparados homens de negócio a pilotarem caças, estrelas de futebol e viciados em sexo, celebridades com ADD, alcoólicos que procuram novidade, os primeiros a responder, profetas e santos, místicos e agentes de mudança.

Nós somos todos o mesmo,s abes, porque somos afetados pelo caminho.

Nós somos todos o mesmo, sabes, porque somos atraídos para a chama, no teu coração sabes que existe uma ordem natural, algo mais soberano que qualquer regra ou lei feita pelo homem, pode alguma vez expressar esta ordem natural, e é denominada “ O Caminho”.

O caminho é o substrato eterno do cosmos, orienta a própria corrente do tempo e espaço.
O caminho é conhecido por alguns como a Vontade de Deus, Providência Divina, o Espírito Santo, a Ordem Implícita, o Tao, Entropia reversa, Força da Vida, mas por agora vamos apenas chamar de “O Caminho”.

O Caminho reflete-se em ti como a fonte da tua inspiração, a fonte das tuas paixões, da tua sabedoria, do teu entusiasmo, da tua intuição, do teu fogo espiritual – AMOR.

O caminho elimina o caos do universo, sopra-o com vida e refletindo ordem Divina.
O Caminho que experimentado pela mente é genial, quando percebido pelos olhos é belo, quando sentido pelos sentidos é graça, quando aceito no coração .....  é amor.

Muitas pessoas não conseguem sentir o caminho diretamente. Mas existem os visionários do Caminho. Os guardiões da chama. Os visionários do caminho tem um dom inexplicável, para simplesmente conhecerem o Caminho. Eles sentem-no no seu próprio ser. Não te podem dizer porque ou como é que chegaram à resposta certa, eles apenas sabem-no no seu íntimo.
Eles não podem mostrar como funciona.
Portanto não perguntes.
As suas mentes estão, simplesmente, em ressonância com o caminho.
Quando O Caminho está presente, também eles estão.
Enquanto que outros estão cegos para isto, e a sociedade implora-te que o ignores. “O Caminho” agita-te por dentro.
A repressão neurológica bloqueia a consciência do caminho na maioria das pessoas, a censurar todos os pensamentos e impulsos do inconsciente está o córtex frontal deles – A gestapo do cérebro.

Nada que viole a programação social consegue vencer, mas a tua mente é diferente, a tua mente foi completamente descodificada para o caminho, por qualquer traço genético milagroso, por qualquer químico psicotrópico ou talvez apenas pela vontade da tua alma, as vias de recompensa do teu cérebro foram seqüestradas, foi usada dopamina para derrubar a ditadura fascista do teu córtex pré-frontal agora teu cérebro está livre da repressão e da censura, a tua consciência  está exposta aos mares turbulentos do inconsciente.

Através desta porta aberta a Luz Divina brilha na tua consciência mostrando-te O Caminho.
90% da civilização humana é preenchida por aqueles que tem o cérebro bloqueado para O Caminho.
Os cérebros deles estão preparados para fazer cumprir a programação social doutrinada desde o nascimento.
Ao contrário de ti, eles não conseguem sair desta programação porque ainda não experimentaram a necessária revolução da mente.

Estas pessoas programadas levam muito a sério as instituições sociais e regras.
A sociedade está cheia de jogos programados para manter a mente das pessoas ocupadas para que não se revoltem. Esses jogos causam muitas vezes fixações doentias em protocolos peculiares, estruturas de poder, tabus e domínio, todas as formas sutis de loucura não é apenas tolerada pelas massas mas também alimentada.

Os que estão programados acreditam tão vigorosamente em regras que se dispõem a destruir quem as viole.

Os visionários do caminho são aqueles que os desafiam. Uma vez que a mente do visionário do caminho é livre de rejeitar as programações sociais.
Os visionários do caminho vêem imediatamente as instituições por aquilo que são – jogos imaginários.

Os visionários do caminho confortam os pertubados e pertubam os confortáveis. Ajudar aqueles que estão perdidos nestes jogos e se recusam a ajudar a si próprios é a vocação de muitos visionários do caminho.

Uma vez que os visionários do caminho são os que mantém contato com a fonte original da realidade, são capazes de perturbar as convenções sociais e até mesmo os governos para realinhar a humanidade com O Caminho.

Os visionários do Caminho são uma linhagem antiga, uma espécie de sacerdócio, portadores da chama, aqueles “no conhecimento”.

Devem sempre existir visionários do Caminho para reformar as engrenagens vertiginosas e psicóticas da sociedade, rodas gigantes de hamsters irracionais, obscurecendo o céu azul puro mantendo a humanidade algemada numa cela escura.

Então os visionários do caminho são chamados para lançar luz sobre a loucura da humanidade e sociedade, para continuamente ressuscitar o transcendente e atemporal espírito da Verdade. Os visionários do Caminho revelam esta verdade Divina por dedicarem-se ao nascimento de qualquer ato criativo ou pertubador expresso através  da arte, filosofia, inovações que abalam a indústria, revoluções por democracia, golpes que derrubam a hipocrisia, movimentos de solidariedade, mudanças que deixam legado, rebeliões contra política tecnologia inspirada pelo espírito, momentos de clareza, coisas que desafiam as barbaridades, rios de sinceridade, grandes impulsos de caridade.

Nós somos todos o mesmo, sabes, porque somos todos afetados pelo Caminho.

Nós somos todos o mesmo, sabes, porque somos atraídos para a chama.
Esta é a tua chamada visionário do Caminho. Encontraste a tua tribo. Bem vindo a casa.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SENTIMENTO DO MOMENTO.....24-01-2012 /22h:29m

SENTIMENTO DO MOMENTO.....24-01-2012 /22h:29m


Somos o que? Sentimos o que? Esperamos o que?

Somos almas confusas, esperando amor e perdão de  um nada poderosamente inexistente

O que queremos? O que podemos?

Queremos ser os melhores, e podemos nos destruir para  isso

Porque corremos tanto?

Para tentar alcançar certezas teóricas criadas e inventadas por nós mesmos

Somos o exato da incerteza absurda de que somos amor mesmo sem nos conhecer.

Odiamos o ódio e odiamos quem odeia para que cresça  o amor.

E chegamos a conclusão que nossa vida é um mar de possibilidades materiais e infinita

sabedoria na área das aparências, somos os rotulados excluídos que excluem e vivemos em

uma sociedade perfeitamente imperfeita. Somos homens, sociedade dividida entre ego e a

insensatez, qual o certo? Eu só espero o fim.

Porque odiamos? Porque amamos? Odiamos o que? e amamos o que?

O que veio primeiro o ódio ou o amor?

Vou falar do ódio, ódio inconsciente e inconseqüente que temos principalmente por nós mesmos, sentimento esse desconhecido que parece ser por motivos banais mas com certeza não, de onde ele vem? Talvez do amor, amor exagerado e cheio de pretensões, amor esse que tem a mesma força explosiva e destrutiva do ódio, e do amor possessivo que se torna o ódio. 

Nesse emaranhado de emoções somos o que há de mais perturbador na face da terra, amamos por ideais materiais, odiamos por coisas banais, somos o êxtase da matéria, somos fundamentalistas do ouro, somos radicais em busca de poder, somos adoradores do lucro, somos psicologicamente alterados, alterados por uma força poderosa chamada sistema, sistema esse que faz com que o homem da melhor boa intenção se corrompa, que as famílias se destruam e se separem, somo isso, homens que buscam a paz fazendo guerra.

Aparências... Tudo é aparência, aparentamos estar bem para não precisar pensar, porque se pararmos tudo e pensarmos provavelmente seria o pior caos do planeta..... mas o fim do sistema.....


Texto:Leandro Bremm

 

 

 

 


sábado, 29 de outubro de 2011

737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais


737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais
Fonte: Agência Envolverde, por Ivan du Roy
Um estudo publicado na Suíça revela que um pequeno grupo de sociedades financeiras ou grupos industriais domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.
O estudo, elaborado por economistas e estatísticos, publicado na Suíça, dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E revela que um pequeno grupo de atores econômicos – sociedades financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.
O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do Instituto federal de tecnologia de Zurique examinaram as interações financeiras entre multinacionais do mundo inteiro.
O seu trabalho – “The network of global corporate control” (“a rede de controle global das transnacionais”) – examina um painel de 43 mil empresas transnacionais (“transnacional corporations”) selecionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações financeiras complexas entre estas “entidades” econômicas: parte do capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação cruzada, participação indirecta no capital…
Resultado: 80% do valor do conjunto das 43 mil multinacionais estudadas é controlado por 737 “entidades”: bancos, companhias de seguros ou grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por aí. “Por uma rede complexa de participações”, 147 multinacionais, controlando-se entre si, possuem 40% do valor econômico e financeiro de todas as multinacionais do mundo inteiro.
Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais
Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam o que os autores chamam uma “super entidade”. Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim como as “stars” de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley…).
Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque populaire-Caisse d’épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.
Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, “uma rede financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco sistêmico”. Alguns recuam perante esta “super entidade”, e é o mundo que treme, como o provou a crise do subprime. Por outro lado, os autores levantam o problema das graves consequências decorrentes de tal concentração.
Que um punhado de fundos de investimento e de detentores de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via das assembleias gerais de acionistas ou pela sua presença nos conselhos de administração, impor reestruturações nas empresas que eles controlam… e os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se adotarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos atuais planos de austeridade.
(Fonte: nvolverde.com.br/economia/mundo-economia/737-donos-do-mundo-controlam-80-do-valor-das-empresas-mundiais/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=04 - Tradução de Carlos Santos para Revista Forum)

sábado, 15 de outubro de 2011

Porquê o Socialismo?

Porquê o Socialismo?

por Albert Einstein
Albert Einstein Será aconselhável para quem não é especialista em assuntos económicos e sociais exprimir opiniões sobre a questão do socialismo? Eu penso que sim, por uma série de razões.

Consideremos antes de mais a questão sob o ponto de vista do conhecimento científico. Poderá parecer que não há diferenças metodológicas essenciais entre a astronomia e a economia: os cientistas em ambos os campos tentam descobrir leis de aceitação geral para um grupo circunscrito de fenómenos de forma a tornar a interligação destes fenómenos tão claramente compreensível quanto possível. Mas, na realidade, estas diferenças metodológicas existem. A descoberta de leis gerais no campo da economia torna-se difícil pela circunstância de que os fenómenos económicos observados são frequentemente afectados por muitos factores que são muito difíceis de avaliar separadamente. Além disso, a experiência acumulada desde o início do chamado período civilizado da história humana tem sido – como é bem conhecido – largamente influenciada e limitada por causas que não são, de forma alguma, exclusivamente económicas por natureza. Por exemplo, a maior parte dos principais estados da história ficou a dever a sua existência à conquista. Os povos conquistadores estabeleceram-se, legal e economicamente, como a classe privilegiada do país conquistado. Monopolizaram as terras e nomearam um clero de entre as suas próprias fileiras. Os sacerdotes, que controlavam a educação, tornaram a divisão de classes da sociedade numa instituição permanente e criaram um sistema de valores segundo o qual as pessoas se têm guiado desde então, até grande medida de forma inconsciente, no seu comportamento social.

Mas a tradição histórica é, por assim dizer, coisa do passado; em lado nenhum ultrapassámos de facto o que Thorstein Veblen chamou de “fase predatória” do desenvolvimento humano. Os factos económicos observáveis pertencem a essa fase e mesmo as leis que podemos deduzir a partir deles não são aplicáveis a outras fases. Uma vez que o verdadeiro objectivo do socialismo é precisamente ultrapassar e ir além da fase predatória do desenvolvimento humano, a ciência económica no seu actual estado não consegue dar grandes esclarecimentos sobre a sociedade socialista do futuro.

Segundo, o socialismo é dirigido para um fim sócio-ético. A ciência, contudo, não pode criar fins e, muito menos, incuti-los nos seres humanos; quando muito, a ciência pode fornecer os meios para atingir determinados fins. Mas os próprios fins são concebidos por personalidades com ideais éticos elevados e – se estes ideais não nascerem já votados ao insucesso, mas forem vitais e vigorosos – adoptados e transportados por aqueles muitos seres humanos que, semi-inconscientemente, determinam a evolução lenta da sociedade.

Por estas razões, devemos precaver-nos para não sobrestimarmos a ciência e os métodos científicos quando se trata de problemas humanos; e não devemos assumir que os peritos são os únicos que têm o direito a expressarem-se sobre questões que afectam a organização da sociedade.

Inúmeras vozes afirmam desde há algum tempo que a sociedade humana está a passar por uma crise, que a sua estabilidade foi gravemente abalada. É característico desta situação que os indivíduos se sintam indiferentes ou mesmo hostis em relação ao grupo, pequeno ou grande, a que pertencem. Para ilustrar o meu pensamento, permitam-me que exponha aqui uma experiência pessoal. Falei recentemente com um homem inteligente e cordial sobre a ameaça de outra guerra, que, na minha opinião, colocaria em sério risco a existência da humanidade, e comentei que só uma organização supra-nacional ofereceria protecção contra esse perigo. Imediatamente o meu visitante, muito calma e friamente, disse-me: “Porque se opõe tão profundamente ao desaparecimento da raça humana?”

Tenho a certeza de que há tão pouco tempo como um século atrás ninguém teria feito uma afirmação deste tipo de forma tão leve. É a afirmação de um homem que tentou em vão atingir um equilíbrio interior e que perdeu mais ou menos a esperança de ser bem sucedido. É a expressão de uma solidão e isolamento dolorosos de que sofre tanta gente hoje em dia. Qual é a causa? Haverá uma saída?

É fácil levantar estas questões, mas é difícil responder-lhes com um certo grau de segurança. No entanto, devo tentar o melhor que posso, embora esteja consciente do facto de que os nossos sentimentos e esforços são muitas vezes contraditórios e obscuros e que não podem ser expressos em fórmulas fáceis e simples.

O homem é, simultaneamente, um ser solitário e um ser social. Enquanto ser solitário, tenta proteger a sua própria existência e a daqueles que lhe são próximos, satisfazer os seus desejos pessoais, e desenvolver as suas capacidades inatas. Enquanto ser social, procura ganhar o reconhecimento e afeição dos seus semelhantess, partilhar os seus prazeres, confortá-los nas suas tristezas e melhorar as suas condições de vida. Apenas a existência destes esforços diversos e frequentemente conflituosos respondem pelo carácter especial de um ser humano, e a sua combinação específica determina até que ponto um indivíduo pode atingir um equilíbrio interior e pode contribuir para o bem-estar da sociedade. É perfeitamente possível que a força relativa destes dois impulsos seja, no essencial, fixada por herança. Mas a personalidae que finalmente emerge é largamente formada pelo ambinte em que um indivíduo acaba por se descobrir a si próprio durante o seu desenvolvimento, pela estrutura da sociedade em que cresce, pela tradição dessa sociedade, e pelo apreço por determinados tipos de comportamento. O conceito abstracto de “sociedade” significa para o ser humano individual o conjunto das suas relações directas e indirectas com os seus contemporâneos e com todas as pessoas de gerações anteriores. O indíviduo é capaz de pensar, sentir, lutar e trabalhar sozinho, mas depende tanto da sociedade – na sua existência física, intelectual e emocional – que é impossível pensar nele, ou compreendê-lo, fora da estrutura da sociedade. É a “sociedade” que lhe fornece comida, roupa, casa, instrumentos de trabalho, língua, formas de pensamento, e a maior parte do conteúdo do pensamento; a sua vida foi tornada possível através do trabalho e da concretização dos muitos milhões passados e presentes que estão todos escondidos atrás da pequena palavra “sociedade”.

É evidente, portanto, que a dependência do indivíduo em relação à sociedade é um facto da natureza que não pode ser abolido – tal como no caso das formigas e das abelhas. No entanto, enquanto todo o processo de vida das formigas e abelhas é reduzido ao mais pequeno pormenor por instintos hereditários rígidos, o padrão social e as interrelações dos seres humanos são muito variáveis e susceptíveis de mudança. A memória, a capacidade de fazer novas combinações, o dom da comunicação oral tornaram possíveis os desenvolvimentos entre os seres humanos que não são ditados por necessidades biológicas. Estes desenvolvimentos manifestam-se nas tradições, instituições e organizações; na literatura; nas obras científicas e de engenharia; nas obras de arte. Isto explica a forma como, num determinado sentido, o homem pode influenciar a sua vida através da sua própria conduta, e como neste processo o pensamento e a vontade conscientes podem desempenhar um papel.

O homem adquire à nascença, através da hereditariedade, uma constituição biológica que devemos considerar fixa ou inalterável, incluindo os desejos naturais que são característicos da espécie humana. Além disso, durante a sua vida, adquire uma constituição cultural que adopta da sociedade através da comunicação e através de muitos outros tipos de influências. É esta constituição cultural que, com a passagem do tempo, está sujeita à mudança e que determina, em larga medida, a relação entre o indivíduo e a sociedade. A antropologia moderna ensina-nos, através da investigação comparativa das chamadas culturas primitivas, que o comportamento social dos seres humanos pode divergir grandemente, dependendo dos padrões culturais dominantes e dos tipos de organização que predominam na sociedade. É nisto que aqueles que lutam por melhorar a sorte do homem podem fundamentar as suas esperanças: os seres humanos não estão condenados, devido à sua constituição biológica, a exterminarem-se uns aos outros ou a ficarem à mercê de um destino cruel e auto-infligido.

Se nos interrogarmos sobre como deveria mudar a estrutura da sociedade e a atitude cultural do homem para tornar a vida humana o mais satisfatória possível, devemos estar permanentemente conscientes do facto de que há determinadas condições que não podemos alterar. Como mencionado anteriormente, a natureza biológica do homem, para todos os objectivos práticos, não está sujeita à mudança. Além disso, os desenvolvimentos tecnológicos e demográficos dos últimos séculos criaram condições que vieram para ficar. Em populações com fixação relativamente densa e com bens indispensáveis à sua existência continuada, é absolutamente necessário haver uma extrema divisão do trabalho e um aparelho produtivo altamente centralizado. Já lá vai o tempo – que, olhando para trás, parece ser idílico – em que os indivíduos ou grupos relativamente pequenos podiam ser completamente auto-suficientes. É apenas um pequeno exagero dizer-se que a humanidade constitui, mesmo actualmente, uma comunidade planetária de produção e consumo.

Cheguei agora ao ponto em que vou indicar sucintamente o que para mim constitui a essência da crise do nosso tempo. Diz respeito à relação do indivíduo com a sociedade. O indivíduo tornou-se mais consciente do que nunca da sua dependência relativamente à sociedade. Mas ele não sente esta dependência como um bem positivo, como um laço orgânico, como uma força protectora, mas mesmo como uma ameaça aos seus direitos naturais, ou ainda à sua existência económica. Além disso, a sua posição na sociedade é tal que os impulsos egotistas da sua composição estão constantemente a ser acentuados, enquanto os seus impulsos sociais, que são por natureza mais fracos, se deterioram progressivamente. Todos os seres humanos, seja qual for a sua posição na sociedade, sofrem este processo de deterioração. Inconscientemente prisioneiros do seu próprio egotismo, sentem-se inseguros, sós, e privados do gozo naïve, simples e não sofisticado da vida. O homem pode encontrar sentido na vida, curta e perigosa como é, apenas dedicando-se à sociedade.

A anarquia económica da sociedade capitalista como existe actualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal. Vemos perante nós uma enorme comunidade de produtores cujos membros lutam incessantemente para despojar os outros dos frutos do seu trabalho colectivo – não pela força, mas, em geral, em conformidade com as regras legalmente estabelecidas. A este respeito, é importante compreender que os meios de produção – ou seja, toda a capacidade produtiva que é necessária para produzir bens de consumo bem como bens de equipamento adicionais – podem ser legalmente, e na sua maior parte são, propriedade privada de indivíduos.

Para simplificar, no debate que se segue, chamo “trabalhadores” a todos aqueles que não partilham a posse dos meios de produção – embora isto não corresponda exactamente à utilização habitual do termo. O detentor dos meios de produção está em posição de comprar a mão-de-obra. Ao utilizar os meios de produção, o trabalhador produz novos bens que se tornam propriedade do capitalista. A questão essencial deste processo é a relação entre o que o trabalhador produz e o que recebe, ambos medidos em termos de valor real. Na medida em que o contrato de trabalho é “livre”, o que o trabalhador recebe é determinado não pelo valor real dos bens que produz, mas pelas suas necessidades mínimas e pelas exigências dos capitalistas para a mão-de-obra em relação ao número de trabalhadores que concorrem aos empregos. É importante compreender que, mesmo em teoria, o pagamento do trabalhador não é determinado pelo valor do seu produto.

O capital privado tende a concentrar-se em poucas mãos, em parte por causa da concorrência entre os capitalistas e em parte porque o desenvolvimento tecnológico e a crescente divisão do trabalho encorajam a formação de unidades de produção maiores à custa de outras mais pequenas. O resultado destes desenvolvimentos é uma oligarquia de capital privado cujo enorme poder não pode ser eficazmente controlado mesmo por uma sociedade política democraticamente organizada. Isto é verdade, uma vez que os membros dos órgãos legislativos são escolhidos pelos partidos políticos, largamente financiados ou influenciados pelos capitalistas privados que, para todos os efeitos práticos, separam o eleitorado da legislatura. A consequência é que os representantes do povo não protegem suficientemente os interesses das secções sub-privilegidas da população. Além disso, nas condições existentes, os capitalistas privados controlam inevitavelmente, directa ou indirectamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É assim extremamente difícil e mesmo, na maior parte dos casos, completamente impossível, para o cidadão individual, chegar a conclusões objectivas e utilizar inteligentemente os seus direitos políticos.

Assim, a situação predominante numa economia baseada na propriedade privada do capital caracteriza-se por dois principais princípios: primeiro, os meios de produção (capital) são privados e os detentores utilizam-nos como acham adequado; segundo, o contrato de trabalho é livre. Claro que não há tal coisa como uma sociedade capitalista pura neste sentido. É de notar, em particular, que os trabalhadores, através de longas e duras lutas políticas, conseguiram garantir uma forma algo melhorada do “contrato de trabalho livre” para determinadas categorias de trabalhadores. Mas tomada no seu conjunto, a economia actual não difere muito do capitalismo “puro”.

A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos os que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um “exército de desempregados. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites conduz a um enorme desperdício do trabalho e a esse enfraquecimento consciência social dos indivíduos que mencionei anteriormente.

Considero este enfraquecimento dos indivíduos como o pior mal do capitalismo. Todo o nosso sistema educativo sofre deste mal. É incutida uma atitude exageradamente competitiva no aluno, que é formado para venerar o sucesso de aquisição como preparação para a sua futura carreira.

Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objectivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planeada. Uma economia planeada, que adeque a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso na nossa actual sociedade.

No entanto, é necessário lembrar que uma economia planeada não é ainda o socialismo. Uma tal economia planeada pode ser acompanhada pela completa opressão do indivíduo. A concretização do socialismo exige a solução de problemas socio-políticos extremamente difíceis; como é possível, perante a centralização de longo alcance do poder económico e político, evitar a burocracia de se tornar toda-poderosa e vangloriosa? Como podem ser protegidos os direitos do indivíduo e com isso assegurar-se um contrapeso democrático ao poder da burocracia?

A clareza sobre os objectivos e problemas do socialismo é da maior importância na nossa época de transição. Visto que, nas actuais circunstâncias, a discussão livre e sem entraves destes problemas surge sob um tabu poderoso, considero a fundação desta revista como um serviço público importante.

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Einstein escreveu este trabalho especialmente para o lançamento da Monthly Review , cujo primeiro número foi publicado em Maio de 1949. Tradução de Anabela Magalhães.

O original deste artigo encontra-se em http://www.monthlyreview.org/598einst.htm .

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cientistas usam laser para criar chuva ---Técnica funciona desde que a umidade relativa do ar seja superior a 70%

Pesquisadores suíços e alemães dizem ter descoberto uma maneira de utilizar feixes de raio laser para induzir chuvas.

Em um experimento realizado entre 2009 e 2010, eles demonstraram a utilização do laser para promover a formação de gotículas de água e evitar que elas tornassem a evaporar.

A pesquisa, publicada pela revista científica online Nature Communications, afirma que o laser poderia ser usado como alternativa para outros métodos testados nos últimos 70 anos, como o bombardeamento de partículas de gelo seco ou de sais na atmosfera.

Os pesquisadores observam, porém, que a eficiência dos métodos usados até hoje “ainda são objeto de debate”.

Umidade alta

Segundo os autores do estudo, os feixes de laser podem ser usados para induzir a condensação e o crescimento das gotículas de água na atmosfera desde que a umidade relativa do ar seja superior a 70%.

O estudo foi realizado em um local às margens do rio Reno, perto de Genebra, na Suíca, para se beneficiar, segundo os pesquisadores, do fluxo de ar mais quente proveniente do lago Genebra para gerar as condições ideais à pesquisa.

Os autores afirmam que o laser ajudou a criar no ar partículas de ácido nítrico, que atuaram como uma espécie de agregador das partículas de água para gerar gotículas microscópicas, com tamanho de algumas micras de diâmetro (cada micra é equivalente a 0,001 milímetro).

Na experiência, realizada ao longo de 133 horas em um ambiente fechado, as gotículas de água geradas não foram suficientemente grandes para se precipitarem em forma de chuva, mas os autores do estudo acreditam que seria possível intensificar a irradiação dos feixes de laser para aumentar ainda mais o tamanho das gotículas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Racismo? Raiva? Um comprimido pode resolver isso


Uma pílula para melhorar o comportamento moral; um tratamento para os pensamentos racistas; uma terapia para aumentar a sua empatia por pessoas de outros países – isto pode soar como coisa de ficção científica, mas, com a medicina mais perto de alterar o nosso estado moral, a sociedade deve se preparar para as conseqüências, de acordo com um livro que analisa a evolução científica no campo.
Drogas como o Prozac, que altera o estado mental do paciente, já tem um impacto sobre o comportamento moral, mas os cientistas prevêem que futuros avanços da medicina podem permitir manipulações muito mais sofisticadas.
A área de pesquisa ainda está engatinhando, mas “está muito longe de ser ficção científica”, diz o vice-diretor do Centro de Oxford para Neuroética Wellcome Trust e um vencedor do prêmio de ética biomédica, o Dr. Guy Kahane.
“A ciência tem ignorado a questão do aperfeiçoamento moral até agora, mas agora está se tornando um grande debate”, diz ele. “Já existe um crescente corpo de pesquisa que você pode descrever nesses termos. Estudos mostram que certas drogas afetam o modo como as pessoas respondem a dilemas morais, aumentando o seu senso de empatia, a afiliação a um grupo e reduzindo a agressão”.
Os pesquisadores têm se interessado no desenvolvimento de tecnologias biomédicas, capazes de intervir nos processos biológicos que afetam o comportamento moral e do pensamento moral, diz um pesquisador Wellcome Trust, em Oxford University Uehiro Centre, Dr. Tom Douglas. Ele é um co-autor do Enhancing Human Capacities, publicado esta semana.
Mas o altruísmo induzido farmacologicamente, por exemplo, seria a quantidade de comportamento moral genuíno? “Nós podemos alterar as respostas emocionais das pessoas, mas mesmo que isso melhore o seu comportamento moral não é algo que a ciência pode responder”, afirma Kahane.
Ele também admite que é improvável que as pessoas corram para tomar uma pílula que iria melhorar a sua moral.
Pesquisadores sugerem que as drogas estimulantes da moral podem ser usadas no sistema de justiça criminal. “Esses remédios serão mais eficazes na prevenção e cura do que prisão”, dizem.

Lâmpadas fluorescentes compactas liberam produtos químicos cancerígenos quando ligadas, diz nova pesquisa


Você é um dos muitos que, no esforço para ser ecologicamente correto e para poupar dinheiro, substituiu suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas ecológicas fluorescentes compactas (LFC) economizadoras de energia? Se sim, cuidado. Um novo estudo conduzido por conduzido por Peter Braun no Laboratório Alab de Berlin, Alemanha, descobriu que estas lâmpadas contêm substâncias cancerígenas venenosas que podem causar câncer.
Estas incluem:
Fenol, um ácido levemente tóxico sólido cristalino branco, obtido a partir de alcatrão de carvão, utilizado em fabricação química.
Naftaleno, um composto cristalino branco volátil, produzido pela destilação do alcatrão de carvão, usado na naftalina e como matéria-prima para a fabricação de produtos químicos
Estireno, um hidrocarboneto insaturado líquido, obtido como subproduto do petróleo
Os cientistas alemães envolvidos alertam para manter essas lâmpadas “tão longe quanto possível do ambiente humano.” Se forem usadas, eles recomendam que você use as lâmpadas com parcimônia, em áreas com boa ventilação, e “definitivamente não nas proximidades da cabeça”, pois as lâmpadas elétricas geram poluição, afetando a saúde humana.
O novo estudo alemão apoia semelhantes conclusões perturbadoras de Abraham Haim, um professor de biologia na Universidade de Haifa, em Israel, que descobriu que a luz emitida por lâmpadas fluorescentes compactas aumentou a probabilidade de as mulheres desenvolverem câncer da mama por interromper a produção do hormônio de melatonina do corpo.